quarta-feira, 17 de julho de 2013

Desabafo

Ao longo desse tempo todo no qual estou doente (sim, porque se eu falar afastada sou marajá) ouvi muitas piadas a respeito da minha situação. A maioria delas resolvi levar na brincadeira... Mas chega uma hora que a gente cansa. 
Sei que muitos acham que não estar trabalhando é um motivo de alegria, mas prá mim não é.
Bom, prestei um concurso público, fui chamada e comecei a trabalhar, tinha 26 anos na época, cheia de sonhos, queria uma vida sempre melhor pro meu filho e prá mim. Com o passar dos anos comecei a ter os sintomas do sobrecarregamento: formigamento, dormência, falta de força nos braços e, principalmente, dor. Agora chegou no motivo do meu desabafo! Que é tudo que passei até aqui e que só meu marido sabe, pois é quem está do meu lado desde o começo. 
Então começa sofrimento: procura médico, gasta tempo, dinheiro, esperança de melhorar, faz cirurgia, não dá certo, faz outra... e nisso já se vão quase quatro anos! 
Agora vou enumerar tudo que tive que deixar de fazer por conta da doença: 
- Mudar todos meus planos profissionais que eu tinha para o futuro, pois não poderei exercer qualquer função, não sei nem se posso ser aprovada em um exame médico admissional;
- Não pude amamentar minha filha direito, dei graças a Deus quando meu leite secou dois meses após o parto, porque eu não aguentava segurá-la no colo;
- Não podia sair de casa com meus filhos, porque não conseguia ficar muito tempo com minha filha nos braços;
- Sobrecarreguei meu marido, porque não dava conta de todos os afazeres domésticos por conta da dor e da falta de força nos braços;
- Quase perdi minha bolsa na faculdade, por não conseguir me dedicar aos estudos;
- Tive que me desfazer da minha moto porque não conseguia mais pilotá-la;
- Não posso andar de pé em ônibus, meu braço fica dormente e fico sem força prá me segurar;
- Mesmo que não tivesse medo de dirigir, não tenho força e sinto dor para guiar um carro.

Fora o estresse dentro de casa, ter dias nos quais não tinha força nem prá dar um abraço no meu marido, os dias de tristeza por se sentir uma inútil, por parecer uma pessoa incompleta. São coisas que ninguém vê ou imagina. 
Esses são alguns exemplos do que passei e ainda vou passar. Hoje tenho 32 anos, perdi metade dos meus sonhos, não posso mais trabalhar no que fazia antes, não sei o que será do meu futuro. 

Família é o maior bem que temos e quem nos ama verdadeiramente!
Enfim, é só um desabafo de alguém que acordou triste, por cair na real de que a gente só tem valor mesmo para a nossa família... e é quem realmente importa. Porque o resto é o resto, pro resto você é só um número, pro resto você é só mais um!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Tristeza sem fim

Oi pessoal, faz tempo que não venho aqui. Tenho passado por momentos muito tristes. Perdi meu pai no dia 1º de abril, é verdade...
Quando meu pai fez a cirurgia do fêmur fiquei tão feliz, ele já estava muito debilitado. Mas eu acreditava muito na sua recuperação.
Meu pai teve alta na sexta feira, dia 30 de março, aniversário de 1 aninho da minha bebê. Trouxe ele para minha casa, prá poder cuidar melhor dele. 
Infelizmente meu pai só ficou aqui por 2 dias, no domingo, quando fui levanta-lo prá dar seu café da manhã, ele sussurrou meu nome duas vezes e pronto... foi embora. Pedi tanto prá Deus não levar meu paizinho embora. Queria tanto vê-lo andando, conversando, fazendo tudo que ele gostava... Mas as coisas não são como queremos.
Meu pai chegou ao hospital com um quadro de parada cardiorrespiratória, foi ressuscitado, mas teve mais duas e não resistiu.
E é assim, agora são só lembranças, da minha infância quando ele contava histórias em dia de chuva, com aquele cheiro de terra molhada... de quando dizia que queria dormir pegando na minha orelha porque ela é mole... de quando vinha à noite me cobrir no frio e eu dizia: -Micróbio pai, micróbio.
Fico muito mais triste quando lembro da situação em que ele estava, sofrendo, dependendo dos outros prá tudo, deitado numa cama 24 horas por dia, depressivo só querendo dormir, sentindo dores... Sei que se ele continuasse nesse mundo, seu sofrimento seria muito maior.
Mas a saudade é muito grande, muito grande... é um sofrimento que não desejo para o meu pior inimigo (não sei se existe melhor inimigo). 
Não me arrependo de nada que fiz, fiquei horas (cheguei ficar 70 horas) sem dormir, tudo valeu a pena, pois sei que se eu precisasse de qualquer coisa ele faria por mim.
Te amo muito, pai. Sempre vou te amar... como é grande meu amor por você!



sexta-feira, 16 de março de 2012

Fratura do Colo do Fêmur nos Idosos

Infelizmente, ou felizmente, descobrimos que meu pai tinha uma displasia no quadril e acabou culminando numa fratura no colo do fêmur. Abaixo tem algumas informações importantes para que o diagnóstico e o tratamento sejam feitos o mais rápido possível.

Introdução:

Um dos problemas ortopédicos mais comuns no idoso é a fratura do quadril, ou mais exatamente, fratura da porção mais proximal do fêmur na área articular. A osteoporose, uma condição associada com o envelhecimento, enfraquece osso e comumente afete o colo do fêmur. Um movimento súbito de torção pode provocar uma fratura patológica no osso osteoporótico.Uma pessoa idosa pode cair e quebrar o quadril, mas em muitos pacientes a falha ocorre como resultado da fratura.

Se você é uma pessoa idosa que caiu, não está sozinho. Quedas acontecem todos os anos em cada 1 de 3 pessoas com mais de 65 anos. O risco de queda -- e seus problemas relacionados -- aumenta com a idade. Fraturas causadas por quedas em idosos podem ocasionar internação em hospital e incapacitação. Geralmente as fraturas relacionadas a quedas em idosos acontecem na pélvis, quadril, espinha, braços, mãos e tornozelos.90% das fraturas são causadas pela queda

Características:

A pessoa não consegue andar após uma queda, por não conseguir ficar de pé.

A perna fica encurtada e em rotação externa( devido ao excesso de músculos rotadores laterais). O trocânter maior fica muito alto e posteriorizado. Tentativas de movimentação causam dor intensa.



Epidemiologia:

Acomete principalmente a população de idade mais avançada. As mulheres sofrem três vezes mais que os homens. 90% das fraturas são causadas pela queda da própria altura, outra causa é por acidente automobilístico.

Quanto mais velho, maior a chance de cair. Alguns idosos apresentam episódios recorrentes de queda. Assim em um idoso que cai, o risco de cair novamente nos seis meses seguintes chega a 67%. As quedas são freqüentes nos idosos do sexo feminino e masculino com um predomínio entre as mulheres quando comparadas aos homens de mesma idade

Fatores de Risco:

Idade avançada, osteoporose, história familiar, fumo e uso de álcool, tornam os ossos mais finos e frágeis. Após 50 anos, o risco de fratura dobra a cada década. Após 65 anos de idade, encontramos 90% dos casos.

ComplicaçõesComplicações gerais, como em qualquer lesão ou cirurgia, em pessoas idosas, são possíveis de ocorrer também aqui, especialmente a trombose venosa da panturrilha, o embolismo pulmonar, a pneumonia e as escaras de decúbito.Em alguns centros os anticuagulantes são usados rotineiramente.A maioria destes pacientes tem sérios distúrbios médicos e mais de trinta por cento deles morrem nos dois anos que se seguem à fratura.

Embolia Pulmonar* - Na trombose, forma-se um coágulo nas veias das pernas. Parte desses coágulos pode se soltar e caminhar pela circulação venosa até o lado direito do coração passando pelo átrio direito, o ventrículo direito e atingindo a artéria pulmonar. No pulmão, as artérias vão diminuindo de tamanho até os vasos muito pequenos, que o coágulo que veio da perna obstrui. Aí, nessa parte do pulmão, o sangue venoso não poderá mais se oxigenar. Esse problema recebe o nome de embolia de pulmão e vem de êmbolo que é o nome que se dá ao pequeno pedaço de coágulo que se despregou do trombo na perna. Quando muitos desses trombos atingem o pulmão, o idoso perde a capacidade de oxigenar o sangue de forma adequada e pode morrer.

Tratamento:

O tratamento cirúrgico é quase obrigatório pois as pessoas idosas devem levantar da cama e voltar a atividade sem demora, caso contrario não conseguiremos evitar complicações pulmonares e escaras de decúbito. Mesmo nas fraturas incompletas (quanto o paciente pode ser capaz de andar) é perigoso deixar sem tratamento, pois estas fraturas podem tornar-se completas ou luxarem. E se a cirurgia for considerada perigosa? O repouso no leito com tração pode ser ainda mais perigoso e deixa a fratura sem tratamento é muito doloroso. Os princípios do tratamento são: boa redução, fixação segura e retorno às atividades o mais cedo possível.→ O tratamento é cirúrgico na maioria dos casos, podendo variar de colocação de pinos e parafusos até substituição da articulação com colocação de próteses. Quanto mais tempo o paciente permanece acamado, maiores são as chances de ter complicações como trombose venosa profunda e embolia pulmonar.





Cuidados após a cirurgia:

* Ao levantar de uma cama baixa, sempre usar o membro inferior não operado para apoio;
* Ao sentar, procurar usar cadeiras altas e sentar sempre com as pernas abertas;
* Ao usar o sanitário, não curvar o corpo para frente;
* Não vestir meias sozinho;
* Ao deitar de lado, usar sempre um travesseiro entre as pernas; 
* Qualquer dúvida, pergunte sempre ao seu médico.

Manejo Pós-operatório:

* A meta primaria da assistência pós-operatória é fazer com que o paciente levante e se mova o mais rápido possível. A fixação interna do local de fratura permite movimentação e sustentação de peso precoce no membro envolvido, o que minimiza as complicações do repouso no leito, edema, atrofia muscular, contraturas de tecido moles e osteoporose.
* Na maioria das formas de fixação interna, não existe necessidade de imobilização externa (ex: gesso). Se a estabilidade do local de fratura pode ser conseguida apenas com fixação externa, um gesso de quadril espiralado precisará ser usado por 6 a 12 semanas, e o paciente precisará evitar sustentar o peso sobre a perna envolvida. É importante para esse paciente que faça parte de seu plano de assistência uma de ambulação limitada com um andador, independência nas transferências, a mobilidade na cadeira de rodas.

Exercícios:

Desde o primeiro dia o paciente pode sentar-se na cama ou poltrona. Ele deve aprender exercícios respiratórios, ser encorajado a levantar sozinho e começar a andar o mais cedo possível. A demora para carregar pesos pode ser teoricamente ideal mais é raramente praticável.

Quem se recupera?

→ No máximo 25% dos pacientes se recuperam quase totalmente. Os outros apresentam, normalmente, dor persistente, mancar permanente, alteração do equilíbrio e dificuldade de subir escadas.

→ 30 a 40% não poderão mais viver independentemente.

→ 20% dos pacientes idosos morrem após um ano da lesão, por causa de agravamento de problemas preexistentes do coração, pulmão e rins.


Tipos de Próteses - Cirurgia de fratura no fêmur


Devido à fratura sofrida, meu pai fará uma cirurgia para o implante de uma prótese. Saiba mais no texto abaixo:






A Prótese Parcial é utilizada para substituir somente a cabeça do fêmur, mais usada em casos de fraturas nas quais a cartilagem da cavidade acetabular pode estar em boas condições.







A Prótese Total é utilizada quando as cartilagens articulares estão comprometidas e é necessária a colocação de um componente protésico para recobrir a cavidade acetabular.


 



A Prótese de Revestimento, “resurfacing”, defende uma ideia de menor remoção de osso que já foi tentada e abandonada. As atualizações tecnológicas do novo modelo devem atender aos pontos críticos da transição cabeça/colo, para evitar as complicações do passado. A atual proposta, apesar do curto seguimento, tem sido apresentada como uma alternativa promissora.


 



As Próteses Cimentadas são fixadas ao osso do paciente através de cimento acrílico. Desta forma a fixação do implante é imediata, porque o cimento penetra na porosidade do osso. Esta indicada para pacientes cujo osso tem pouca capacidade de crescimento e remodelação, como em pacientes idosos com má qualidade óssea.


 

As Próteses Não-cimentadas são ajustadas ao osso pelo cirurgião e a fixação secundária é feita pelo próprio organismo por bioatividade ou através do crescimento do osso para dentro da superfície porosa da prótese, fenômeno chamado osteointegração. Estas estão indicadas para pacientes cuja qualidade de osso seja capaz de: suportar as pressões durante o ajuste e estabilização primária da haste e que tenha a capacidade de promover fixação secundária da prótese, através do crescimento e remodelação do tecido ósseo, tal como ocorre na cura das fraturas.




Tanto a cimentação como a não cimentação (osteointegração), são amplamente usados como princípios para a fixação das próteses. Apresentam excelentes resultados quando indicados e manejados adequadamente.
Devem ser consideradas a convicção e a experiência do cirurgião com o conceito de sua preferência. Ambos têm longa comprovação, mas precisam da boa técnica cirúrgica e os bons resultados estão relacionados ao preciosismo técnico, à qualificação do cirurgião, à qualidade do implante e aos cuidados do paciente no sentido de desfrutar da prótese sem excessos, para evitar o desgaste dos componentes.


domingo, 4 de março de 2012

Síndrome do Túnel do Carpo - STC



Muitas pessoas me perguntam o que tenho nos braços. Retirei o texto abaixo do site: http://www.clinicadamao.com/tuneldocarpo.html
É um texto muito bom, explica direitinho o que se sente, como diagnosticar e tratar. Se você tem algum sintoma de STC, procure um médico. Se esse médico ficar te enrolando com fisioterapia e você não sentir resultado procure outro. A pessoa acometida de STC pode perder o movimento dos braços de forma irreversível e tornar-se invalida. CUIDE-SE!



SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO


DEFINIÇÃO: A Síndrome do Túnel do Carpo é uma condição clínica que resulta da compressão do nervo mediano, um dos principais nervos da mão, dentro do túnel do carpo. A Síndrome do Túnel do Carpo é extremamente comum, ocorrendo em aproximadamente 1% da população geral e é muito mais comumem mulheres. Esta compressão apresenta como sintomas o formigamento ou adormecimento nas mãos, dor nas mãos ou nos dedos, sensação de queimação e diminuição da sensibilidade principalmente no polegar, indicador e dedo médio (fig. 1). Os sintomas podem irradiar-se para cotovelos e ombros e são caracteristicamente exacerbados à noite. 






Fig. 1- A STC ocasiona sintomas principalmente no polegar, indicador, dedo médio e parte do anular.





CAUSAS:



Semelhante a um fio elétrico, o nervo mediano é uma das conexões da medula com a mão. O túnel carpal é o caminho natural do nervo mediano. Este túnel situa-se no punho (carpo), no qual o assoalho é formado pelos ossos do punho e o teto pelo ligamento carpal transverso, ou retináculo dos flexores (fig. 2).




Fig.2: Assoalho do túnel do carpo é formado pelos ossos do carpo e o teto é formado pelo retináculo dos flexores. 



Nele transitam dez estruturas: nove tendões e o nervo mediano. Uma desproporção entre o espaço disponível e seu conteúdo leva a um aumento de pressão no interior deste túnel, e a estrutura mais suscetível é o nervo mediano (em amarelo) (fig. 3).




Fig. 3: No túnel do carpo transitam nove tendões e o nervo mediano.



Qualquer alteração que comprometa o espaço pelo qual transita o nervo pode causar a síndrome do túnel do carpo. Estas alterações podem ser:



- anatômicas: osteoartrose , ligamentares, inerentes ao nervo(tumores), hipertrofia da membrana sinovial (tendinite), seqüela de fraturas etc... 



- fisiológicas: diabete , artrite reumatóide , gota , gravidez , hemodiálise, tendência pessoal em acumular líquidos, etc.. 



- posicionais : espasticidade , ciclistas , etc... 



- traumáticas: fraturas e lesões dos ligamentos do punho. 



Inicialmente os sintomas ocorrem mais à noite, pois o inchaço natural dos tendões é removido naturalmente com o uso natural da mão, que bombeia o líquido extra para fora do túnel do carpo. A pressão exercida pelo líquido extra aumenta quando a mão encontra-se em repouso, especialmente quando dormimos. A posição de flexão do punho também aumenta a pressão no nervo mediano e à noite freqüentemente assumimos esta posição.









DIAGNÓSTICO:

O diagnóstico é basicamente clínico. O paciente que apresenta os sintomas citados anteriormente, associado aos testes de Phalen (fig. 4), e Tinel (fig. 5), positivos pode apresentar a Síndrome do Túnel do Carpo. O diagnóstico é confirmado por um exame denominado Eletroneuromiografia e a Velocidade de Condução do nervo mediano. 






Fig. 4- Teste de Phalen. O dorso das mãos fica em contato, e esta posição aumenta a pressão no túnel do carpo ocasionando os sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo. 






Fig. 5- Sinal de Tinel: A percussão do nervo mediano no punho pode ocasionar uma sensação de choque com irradiação para o polegar, indicador e dedo médio.



TRATAMENTO DA SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO:



Inicialmente, podem ser usados comprimidos antiinflamatórios. O uso de Vitamina B6, apesar de controversa, também pode ajudar. Deve ser modificada a postura durante o dia, evitando longos períodos com os punhos flexionados.



Pode também ser confeccionado um splint de posicionamento noturno que mantém o punho em leve extensão. Isto evita que durante a noite permaneçamos por longos períodos com o punho flexionado ou dobrado, irritando o nervo mediano. O médico pode infiltrar o punho com cortisona podendo aliviar os sintomas por um período de tempo. 



Se as medidas acima não forem efetivas, pode ser indicado o tratamento cirúrgico. A cirurgia consiste em prover mais espaço ao nervo mediano e permanentemente reduzir a pressão que ele sofre. Uma mini-incisão é realizada na palma da mão sob anestesia local e o retináculo dos flexores é aberto para proporcionar mais espaço ao nervo mediano (fig. 6). Utilizamos a técnica de mini-incisão palmar, e com o auxílio de um instrumento denominado retinaculótomo é feita a liberação do nervo mediano.




Fig. 6- Detalhe da cirurgia para tratamento da síndrome do túnel do carpo.






Fig. 7: Instrumento denominado retinaculótomo, utilizado para a realização da cirurgia minimamente invasiva no tratamento da Síndrome do Túnel do Carpo.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Contrasti Evolution

   Muita gente me pergunta qual tintura eu uso para deixar meus cabelos parecendo que pegaram fogo. Como eu já disse aqui, sempre quis ser ruiva. Pesquisei muito até achar essa tintura da Alfaparf.




   Ela é usada para fazer mechas vermelhas, só que um monte de gente usa no cabelo todo. Você tem que hidratar o cabelo toda semana, pois ela é uma tintura que descolore e colore ao mesmo tempo. Por isso que ela "pega" em qualquer cabelo.
   O que mais gostei nela, além do tom é claro, é que, quando você vai retocar, é só passar no cabelo todo. Não precisa ficar passando primeiro na raiz, esperar e depois de algum tempo passar no restante do cabelo. Você aplica ela normalmente como se tivesse tingindo pela primeira vez e ela fica toda por igual!
   Não consegui achar em nenhuma perfumaria da minha cidade. Só achei nesse site:

   Já comprei 3 vezes lá, eles entregam bem rápido e sempre mandam um presentinho!


   Retoquei pela quarta ou quinta vez essa semana, o resultado é esse abaixo:







Eu amo essa cor!









quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Volta às aulas!!!!

   Olá pessoal, andei meio sumida. No começo do mês começaram as aulas da faculdade. Tá cada vez mais difícil conciliar casa, trabalho, filhos, marido e escola. Vocês não sabem, mas eu estudava matemática. Pois é, a maioria das pessoas acha que quem estuda matemática é louco. Muito pelo contrário, fazer contas exige muita concentração e atenção. O que gosto na área das exatas é que com uma fórmula você resolve vários problemas e até várias matérias... É tudo muito prático. Acho que todos nós queríamos que a vida fosse assim, né? Tenho um problema e vou usar aquela fórmula e ... punft! Tudo se resolve.



   Mas agora não estou estudando mais nessa área. Sou bolsista e, no ano passado, tive que trancar meu curso para não perder minha bolsa. Como tive uma bebê linda, entrei de licença maternidade e não assisti às aulas, resultado: no final do semestre não iria conseguir fazer todas as avaliações. Então, a melhor saída encontrada foi o trancamento.
   Quando fui destrancar minha matrícula no começo do ano, descobri que não havia turma disponível no meu curso. Ownt! Que tristeza!!!! Pensei que, mais uma vez, não conseguiria realizar meu sonho. Me deram a opção de escolher outro curso para não perder a bolsa. Pensei, pensei, pensei...






E escolhi o quê????


CIÊNCIAS BIOLÓGICAS



   Aí as pessoas falam: mas você é louca, biologia não tem nada a ver com matemática. Quem diz isso, é porque nunca estudou física aplicada, bioquímica, química, biologia molecular, etc.

   Como vovó já dizia: cavalo dado não se olha os dentes!


   Eu estou amando o curso. Tá certo que a minha cabeça não é mais a mesma de 10 anos atrás. Quando se é nova tem menos preocupações na cabeça, parece que nosso HD Cerebral tem mais espaço para guardar novos aprendizados.

   Mas, fazer o que né? O ser humano é movido por desafios.







   Vamos lá, bora para mais esse desafio...